FOLHA CULTURAL PATAXÓ

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quinta-feira, 15 de março de 2012

MURMÚRIO DAS ÁGUAS

            Um grupo de jovens seguia pela estrada de chão com destino a um pequeno sítio onde passariam um retiro durante uma semana, a noite era iluminada apenas pelas estrelas e pelo tímido luar, o silêncio era quebrado pelos grilos e pelas histórias que eram contadas pelos jovens na conversa durante a caminhada. Em certo ponto do caminho no lado direito da estrada viram um ponto branco bem no fundo. A pequena casa branca ficava lá, no fundo, um pouco longe da estrada, tinha portas e janelas verdes, do mesmo verde das folhagens, parecia que alguém estava assistindo tv, pois havia uma claridade, que saia pelas frestas da janela, não havia cerca e para chagar até a casa, um pequena trilha, as roupas, todas de homem secavam no varal,a chaminé soltava fumaça, no fundo um catavento que quase não podia ser visto pelos jovens que cruzavam a estrada,  ficava escondido pela noite, bem mais no fundo, depois do catavento havia um pequeno riacho, onde podia-se pescar, passar o tempo, ouvir o murmúrio das águas, sempre limpas naquele pedaço, onde podia-se também sentir a natureza e a solidão dos dias e das noites.
- Quem vive num lugar desses deve ser muito feliz – disse um dos jovens para o outro ao seu lado
- Sim, deve ser muito bom viver num lugar assim, cheio de paz – respondeu o outro jovem

Arnoldo Pimentel

 
Esse conto faz parte da “Trilogia da Casinha Branca” caso o amigo(a) tenha um tempinho leia os outros dois nos links abaixo

12 comentários:

  1. É com certeza, bela Trilogia, cada uma com sua narração que nos faz presenciar a cena em pensamento. Beijinhos

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  2. Lindo texto amigo acho que esse lugar tão lindo deve ser um cantinho no paraíso.
    Um feliz final de semana beijos no coração.
    Evanir.

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  3. a paz que procuramos por fora....
    Bj

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  4. Há certos lugares onde a beleza da natureza pode trazer alegria ou aguçar a saudade e a solidão. O encantamento da paisagem não é prejudicado pelas sensações que provoca e que dependem de uma sensação bem individual. Lindo! Bjs.

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  5. Arnoldo,
    muito bom!
    Esse diálogo final que parece simples, esconde muitas palavras nas entrelinhas.
    Beijos

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  6. Oi Arnoldo
    Descobrindo belezas suas em um novo espaço, adorei!
    Descreveu um lugar de sonhos com fidelidade,
    ter um lugar assim ouvindo o murmúrio das águas era tudo que queria rs
    por ora tento ouvir os sons da cidade e transformo-os naquilo que sonho porque sonhos são só sonhos hem?
    abraços abraços

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  7. Lindo lugar, repleto de beleza e paz.

    beijos amigo
    cvb

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  8. Veja bem a paz está onde a esquecemos
    Lendo até me lembrei das caminhadas na estradinha de terra para catar pinhão


    Bjos...

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  9. Me fez lembrar onde passamos doze dias: Arambaré (silêncio, natureza, ar puro, pesca, estradas de chão etc).
    Beijos meus!

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  10. Arnoldo
    Amei o seu conto.
    Sua empatia com a natureza inspira haikais.
    bjs.

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  11. Vida e morte, antes e depois,
    foi o que senti lendo tua trilogia.
    Cada um dos textos, me fez viajar até
    a tal casinha branca de janelas e portas
    verdes, mas tambem me fez sentir tristeza.
    A solidão quando é tida como meio de vida.
    Ao perder sua amada a depressão o levou desta
    vida tambem, mas não sem antes, se despedir da
    tua morada de tantos anos, onde gozara de intensa
    felicidade...Adorei! Parabens! Abraços

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