Hoje já não canto o amor
Nem choro pelos cantos
Hoje o amor decanto.
Jorge Medeiros
(16-01-2014)
FOLHA CULTURAL PATAXÓ
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sábado, 18 de janeiro de 2014
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
"FAROL DE SÃO TOMÉ" OU "É PRECISO PARAR DE CHORAR"
FAROL DE SÃO TOMÉ OU É PRECISO PARAR DE CHORAR
Dedicado aos amigos Fabiano Soares da Silva e Rosilene
Ramos
Obs: “Farol de São Tomé” é título de um poema Do Fabiano
“É preciso parar de chorar” é um verso do poema
“Adorno” da Rosilene
FAROL DE SÃO TOMÉ OU É PRECISO PARAR DE CHORAR
Passam das dez horas
E o toque de silêncio
Avisa que é hora de apagar as luzes
Minha luta contra o regime opressor é eterna
Assim como minha busca em compreender Deus
Quase todas as camas estão vazias
E forradas com lençóis brancos
Vou deitar-me numa lá no canto
E ouvir o rádio baixinho para tentar dormir
Muitas músicas são proibidas
Aqui, quase tudo é proibido,
Por isso, ouço o rádio no volume mínimo,
Para que os guardas não possam ouvir
E vir com seus paus de barraca
A carceragem fica junto ao muro dos fundos
E sempre cabe mais um
Eu já estive naquelas celas, sei muito bem com o é
Eu tenho um livro de poesias
De uma poetisa amiga minha
Em um de seus versos ela diz
“Que é preciso parar de chorar”
Todas as noites aqui são escuras
E os dias não existem
Este lugar está cheio de fantasmas
Em noites de tempestade eles são visíveis
Eu sei, sempre os vejo.
Arnoldo Pimentel
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Às Margens da Escola
Este documentário se compõe de algumas narrativas da vida de Abimael Severino, pernambucano, pescador, morador de Macaé.
Ao narrar a sua trajetória, Abimael remonta a ideia da distância entre a escola e a vida material e deixa explícito que sua leitura de mundo lhe garante a sobrevivência e a educação cidadã que o insere na aprendizagem dos códigos do mundo tecnológico.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Sarau Donana de Agosto
O poeta Victor Loureiro (de cabelo grisalho) sentado assistindo uma das apresentações
A poeta Ivone Landim
Camila Senna, poeta também homenageada
O poeta também homenageado Anderson Leite Lima
Ramide Beneret
O trio Johnny Pelucci, Rose e Davidson dando a sua canja
O poeta Henrique Souza
A Associação Cultural Capoeira Palmares
Marcio Rufino
O cantor e músico Daniel Guerra
Dida Nascimento
Maria Luiza Rodrigues
Ricardo Marques e Dudu de Morro Agudo
O Sarau Donana- apresentado pelo coletivo Pó de Poesia no Centro Cultural Donana todo último sábado- do mês de agosto homenageou os poetas Victor Loureiro e os residentes Camila Senna e Anderson Leite Lima; Apresentou o curta Caixa D'Água, qui-lombo é esse? de Evelaine Moraes; Abordou o tema Cultura Popular, apresentando junto com Associação Cultural Capoeira Palmares as cantigas da Folia de Reis. A atração musical ficou por conta do trio Johnny Pelucci, Rose e Davidson e do cantor e músico Daniel Guerra que nos brindou, encerrando a noite com suas lindas canções de MPB.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
ANJO EXTERMINADOR
Nada aqui me pertence
Nem quando estou com os braços abertos
Existe fome e escravidão na África
Existe fome e escravidão na Ásia
Existe fome e escravidão em toda América Latina
E as pessoas ficam orando nas igrejas
Assistindo futebol, bebendo nos barres,
Cantando e declamando poesia ao luar
Arnoldo Pimentel
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
IDGIE
O menino
ia chutando pedras pelo caminho
Chutando
pedras pelo caminho
Beirando
a linha de trem
Que ia de
Belford Roxo até Xerém
Passava
pela Piam, por Nova Aurora,
Por Babi,
por 38...
O menino
ia chutando pedras pelo caminho.
Arnoldo
Pimentel
terça-feira, 25 de junho de 2013
Alma vaga...
Para ti,
um verso desalinhado, beijos quentes na testa e sabedoria:
Talvez a
insanidade chama-se um barco, que ancorou em minha atordoada alma...
Por ter
pele negra, a mim permitem solidões e trabalhos infames, discursos cifrados e
mesmo os amigos, apontam cartões de salvem-se quem puder.
Rouca e
brusca,
Para que
o precipício não trague nossas almas;
Viagens e
silêncios, beijos e amenidades;
So-li-tá-ria
e aérea, pássaros cantam ao redor de mim;
Cozida em
lágrimas, refaço-me tinta e poesia nas esquinas.
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