FOLHA CULTURAL PATAXÓ

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sábado, 4 de maio de 2013

WAY


Minas fica logo ali, atrás daquele pequeno bosque,
Do outro lado do riacho, que pode-se atravessar andando.
Hoje o almoço é angu, galinha de quintal,
Feijão feito na lenha, arroz branco e farofa de linguiça.
Depois é só deitar na rede e descansar,
Assistindo “Plano 9 do Espaço Sideral” do Ed Wood ou
Ouvindo “Stairway to Heaven” com Led Zeppelin.

Arnoldo Pimentel

segunda-feira, 15 de abril de 2013

EDEN / JAMES (Arnoldo Pimentel)



EDEN

Tenho amigos que viveram entre sem tetos.
Sei que aprenderam e ensinaram,
E o quanto ainda ensinam e fazem sorrir.

Houve um tempo
Em que a minha janta era sopa de legumes,
Eu almoçava e jantava sopa de legumes.
Todos os dias, durante quatro anos seguidos, foram assim.

Nem por isso eu deixei de gostar de sopa ou de legumes.
Nem por isso eu me sentia menor.
Sei que dali tirei muito coisa boa que até hoje existe em mim.

Numa noite eu queria ver,
As 2:30 da madrugada, o que existia
Ao Leste do Eden.
Trabalhei até as 2:00 da madrugada

Mas consegui ver o que existia
Ao Leste do Eden.
Acho que  James nasceu ali.

Arnoldo Pimentel

JAMES

Olho ao meu redor
Para ver quem eu sou e me encontrar
As árvores estão na paisagem
Com os galhos virados para o infinito
Assim como minhas mãos e meu coração
Em busca das benções de Deus
O rio percorre o leito estreito
No âmago do canyon
Para encontrar a liberdade a céu aberto na pradaria
Olho no meu interior
E vejo as pessoas que eu amo
E as pessoas que me amam
E vejo seus corações
Onde sempre estarei

Arnoldo Pimentel

sábado, 30 de março de 2013

OS QUE VÃO MORRER TE SAÚDAM


Remoção...
Remoção...
Balas de borracha, spray de pimenta,
Gás e porrada
No cidadão.

Arnoldo Pimentel

terça-feira, 19 de março de 2013

Brincadeira tem hora

Brincar com as palavras
é reconfortante
Somente nesse patamar
as brincadeiras
são possíveis
Não gosto de ludicidade
com os corações
alheios.

                 JORGE MEDEIROS
                   (15\09\2010)

sábado, 2 de março de 2013

Poesia, MPB e cultura cigana marcam o primeiro Sarau Donana de 2013


Eud Pestana

                                                                              Ana Cajueiro


Roberto Lara


                             
                                      Alessandra David e a companhia de dança Kaminhoo Cigano
                                
                                                                Ivone Landim



                                                                    Dida Nascimento



Marcio Rufino


Camila Senna


                                                               Gabriela Boechat
                                                     

                                                                     Idi Campos



                                                                       Moduan Mattus


                                                                             Sil


                                                          Josy Louzada


                         A menina Marília recita José Paulo Paes sob os olhos orgulhosos da mãe Sil


                                            Pó de Poesia e Enraizados juntos e misturados




                                                                          Poeta Xandú
                     



O Desmaio Públiko foi um coletivo poético que agitou a cena cultural da Baixada Fluminense na última década do século 20. Seus poetas integrantes interpretavam suas performances de forma supreendentemente teatral nos bares, tomando de assalto a boemia da região. Foi para contar a história de sua formação entre outros momentos marcantes do já lendário grupo cultural que o poeta Eud Pestana - um de seus idealizadores ao lado de Cézar Ray - e sua companheira, a também poeta Ana Cajueiro, se apresentaram especialmente a convite do coletivo Pó de Poesia na edição de fevereiro que abriu o Sarau Donana do ano de 2013 no Centro Cultural Donana, na cidade de Belford Roxo.

O sarau também teve a participação especial do cantor e compositor Roberto Lara que cantou e tocou diversas de suas composições. A educadora Alessandra David se apresentou com sua companhia de dança cigana Kaminhoo Cigano da Fundação Santa Sara de Kali, nos mostrando e contando um pouco da trajetória da cultura cigana na história da humanidade.

De resto o que rolou foi muita poesia com os poetas do Pó de Poesia como Ivone Landim, Marcio Rufino, Camila Senna, Idi Campos, Gabriela Boechat e do Desmaio Públiko como a própria Ivone, Eud, Ana, Moduan Mattus, Sil e a atriz Josy Louzada. A trupe do Movimento Enraizados Dudu de Morro Agudo, Slow da BF e Samuca Azevedo também prestigiaram o evento nesta linda noite de sábado.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

NO TEMPO EM QUE EU NÃO PODIA IR À WOODSTOCK, PROTESTAR CONTRA A GUERRA DO VIETNÃ, GRITAR UM VIVA À CHE GUEVARA, DIZER NÃO À DITADURA, SER LIVRE E BEBER MINHA CERVEJA ATÉ CAIR.


Este poema é dedicado ao meu amigo e companheiro do Gambiarra Profana
Sérgio Salles-Oigers  e seu espírito livre.
“Censurar ninguém se atreverá, meu canto já nasceu livre” Sérgio Salles Oigers


No meu país
Eu tenho hora para acordar
E hora para dormir
Serei preso se não obedecer

A inquisição está atrás do vidro
E nos julga como Josef K foi julgado
Levanta muros entre amigos
Silenciando vidas
Censurando vozes
E expressões artísticas

No meu país eu não posso
Fazer minhas próprias escolhas
E caminhar livre por ai

No meu país eu tenho hora
De acordar e hora de dormir
E serei preso se não obedecer

Na biblioteca não tem os livros
Que eu quero ler
Na loja de discos não tem os discos
Que eu quero ter

No cinema é proibido passar filmes
Como “Fahrenheit 451”, “Easy Rider” ou “Z”,

Na poesia apagam as luzes
Desligam os microfones
E alguns chamam de lixo
A poesia que eu e alguns amigos
Gostamos de escrever

Arnoldo Pimentel

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A poesia presente!

No dia 14/2 ocorreu o 3º Sarau da Apafuk (Associação dos Profissionais e amig@s do Funk), que ocorre na 2ª quinta-feira de cada mês, na rua Alcindo Guanabara- Cinelândia

Dessa vez, o sarau contou com as participações de Vera do Sopapo Poético e do Sérgio Vaz da Cooperifa.

Eis aí o entralaçamento das palavras com a galera: