FOLHA CULTURAL PATAXÓ

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

"O Quê da Poesia", 2000 - Fabiano Soares da Silva


10ª publicação da Folha Cultural Pataxó – "O Quê da Poesia" foi uma coletânea de poemas de Fabiano Soares da Silva publicada em 2000. 


É um pequeno livro com 16 (dezesseis) poemas, uma apresentação e um pequeno texto sobre a poesia. 



Do seu livro encontra-se o poema "Confesso-te":

“Se eu tivesse
Todos os jardins do mundo
Daria rosas
Para todas as mulheres,
Mas não tenho.
Se eu tivesse
Todas as fábricas de chocolates
Do mundo capitalista
Também daria bombons
Para todas as mulheres
Sem me preocupar com o lucro.
Até se eu tivesse
Um amor tão grande
Daria para todas
Mas não tenho,
O que tenho
Muito pouco,
Mal dá para minha amada”.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

"O Pescador", 2000 - Adão Nascimento Amorim


9ª publicação da Folha Cultural Pataxó – "O Pescador" é um livro de Adão Nascimento Amorim publicado em 2000, pintor de letras, espirituoso, poeta e morador de Santa Rita, Belford Roxo. Reuniu seus poemas como resultado de percepção e de sensibilidade com os acontecimentos da vida e a intensidade da fé. 

Revisado por Rosilene Jorge Ramos, editado junto com o autor, o livro foi diagramado e montado porFabiano Soares da Silva. Registra-se uma apresentação do livro na contracapa e um total de 45 (quarenta e cinco) poemas entre eles está o poema "Coragem":

“Fala agora tudo, ou então se cala
por um momento, não tanto ou para sempre
fala de coisas simples, nunca o que te abala
de fogão de lenha, panela e trempe.

Tira dos olhos o grito
e deixas explodir a coragem
no ponto fixo, que fito
seja real, não imagem.

Grita comigo e dê nome
a todas as verdades que sentes
num sentimento sem nome
tenha coragem, não mente”.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

"Os Covardes Também Cantam Canções de Amor", 2000 – Sergio Salles Oigers


8ª publicação da Folha Cultural Pataxó - "Os Covardes Também Cantam Canções de Amor" – Esse é o livro de Sergio Salles Oigers publicado erm 2000. 


O livro é o registro de poemas, canções, contos e ilustrações. O livro é um esforço do autor em estabelecer interações com as diversas pessoas com diálogo, seus pares e laços afetivos construídos nos diversos caminhos que entrecruzam o bairro de Nova Aurora ( Belford Roxo )

Encontra-se neste livro: Capa que mantém o registro de uma fotografia de 1970, no sanatório de Itaperuna (acervo particular), de Brasilina, sua vó, Alaídes, sua mãe e José, seu pai; na contracapa fotografia recolhida gratuitamente e trabalhada artesanalmente pelo autor no mesmo ano da edição do livro. 

Alguns poemas contam com a coautoria de Luciél DenMonors Lítan (Edalmo Bernardo), Agnaldo Estrela (Agnaldo DA Silva Ramos), Cristiano Lávisfer, Marcelo Muniz Machado, ProfessorArlington Alves. E as ilustrações e desenhos são de Zezinho Figueiredo (José Carvalho de Figueirêdo).

Contou também com a revisão de Rosilene Jorge Ramos, editoração, diagramação e montagem de Fabiano Soares da Silva, assim como a apresentação da obra. 

Nesse livro foi publicada pela primeira vez a canção "Santo Cosme e São Damião":

“Apagaram-se as luzes
dos faróis lá do céu;
não temos mais a mesma força de antes
pra levantar a colher de comida até a boca,
pra desviar do trem que vem em nossa direção,
para acender o cigarro
e botar o gato pra fora.
Não temos mais, as tatuagens que o tempo desbotou
e nem as lágrimas confundidas com gotas de chuva;
não temos mais pêlos espalhados pela palma da mão,
não temos seguro de vida,
vida
ou ilusão;
e nem casa própria
com um cachorro bassê no quintal;
e nem um sorriso de bom dia à noite,
na hora de dormir”.

Gambiarra Profana & Folha Cultural Pataxó.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

"Haverá Sempre Você...", 2000 - Alfredo Alencar Aranha.


7ª publicação da Folha Cultural Pataxó – "Haverá Sempre Você..." é uma publicação de poemas de Alfredo Alencar Aranha. Editou sua segunda edição em 2000 mantendo a formatação anterior. Feito em brochura, folhas dobradas, costuradas e coladas. Editoração, diagramação e montagem de Fabiano Soares da Silva. Encontra-se nesse livro o poema "Ausência":

“ Vi
Conheci,... falei... amei,
Vivi.
Revi.
Passou, sumiu, segui.
Senti.
Sofri.
Acabou,... morreu, morri!
 — com Fabiano Soares da SilvaGambiarra Profana e Folha Cultural Pataxó.

domingo, 9 de setembro de 2018

"Agridoce", 2000 (2º Edição) - Fabiano Soares da Silva


6ª publicação da Folha Cultural Pataxó – "Agridoce" do poeta Fabiano Soares da Silva, teve uma segunda edição no ano de 2000. Com a montagem de um computador doado por Luís Carlos Jordão, um 586 com upgrade rodando Windows 95 e uma impressora inkjet colorida da Xerox® comprada em uma loja de eletroeletrônico na rua Uruguaiana (centro do Rio de Janeiro), a reedição do livro manteve a idealização do primeiro projeto, mas com a inscrição do grupo Folha Cultural Pataxó, pontuando o protagonismo das publicações que produzia e das atividades que realizadas no intercâmbios com coletivos, poetas e artistas de outros contextos dentro e fora da Baixada Fluminense. A partir desta segunda edição do livro Agridoce teve início uma dinâmica de produção independente diferenciada. Uma vez que tomado posse da técnica de produção, o grupo passa ocupar, também, o mínimo de instrumentos necessário para canalizar a própria produção. É possível dizer que, talvez, apareça a partir dessa edição, uma primeira tentativa de uniformizar a publicação do livro, pelo menos no que diz respeito à gramatura dos papéis utilizados, as cores e o formato, ainda que tal uniformidade estivesse relacionada às recomendações técnicas dos equipamentos, ao custo dos materiais e à possibilidade do trabalho realizado. É nesse viés que esta edição do Agridoce ganha centralidade. Conta nessa edição com um Índice, demais elemento contidos na primeira edição e uma inscrição na contracapa, onde se lia:

“Sejamos um
enquanto
fazemos da 
vida a
melhor coisa
do mundo” F.S.S.

Gambiarra Profana e Folha Cultural Pataxó.

sábado, 8 de setembro de 2018

"Agridoce", 1999 - Fabiano Soares da Silva



5ª publicação da Folha Cultural Pataxó – "Agridoce" foi o nome do livro de poema de Fabiano Soares da Silva publicado em 1999. A edição foi digitalizada e diagramada pelo autor e por Marcos Aleixo, um amigo que fazia edições de vídeo e imagem para festividades na região de Belford Roxo. Teve sua matriz feita em uma impressora matricial, em Xavantes, bairro da periferia da cidade e reproduzida em uma loja de “xérox” no centro de Nova Iguaçu-RJ. Nesta edição encontra-se: apresentação de Antonio Cabral Filho, trinta e sete poemas dividido em três partes, - Ferro e Flor; Sonetos? Talvez; e, Já é Hora, uma pequena biografia sobre o autor, uma errata no final do livro e a logo MGA Multimídia que divulgava o serviço de edição e impressão de Marcos Aleixo. No ano seguinte, teve uma segunda edição redefinindo a dinâmica da cooperação entre poetas, militantes e artistas da periferia. 

É desse livro que encontramos o poema "Verde Continental", publicado em outros periódicos:

“Foram nossos frutos
Arrancados,
Nossos galhos
Cortados e quebrados
Nossos troncos queimados
Contudo nossas raízes
Ainda vivem”.


Gambiarra Profana e Folha Cultural Pataxó.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

"Fonte da Rosa", 1997 - Fabiano Soares da Silva


4ª publicação da Folha Cultural Pataxó "Fonte da Rosa" de Fabiano Soares da Silva publicado em 1997. – Foi o livro que seguiu os passos de digitação clandestina no intervalo de turmas do curso de MSDOS, onde o jovem professor de informática, Wilson, solidarizava permitindo a utilização do equipamento. O livro conta o registro de treze poemas, algumas ilustrações do autor, pequena biografia e uma apresentação escrita em uma máquina de escrever elétrica. 

Neste livro encontra-se registrado o poema "Feira de Areia Branca":

“Venderam , venderam aqui
O ouro alaranjado da minha tarde,
Venderam o ouro da tarde,
Venderam também o ouro que radia a tarde.
Aliás impropriamente venderam o homem e a terra .
A longínqua marcha vem fecundando seus filhos,
E essa é a esperança. – Parem tudo!
- O martírio abrandou-se como a noite abranda o dia.
Três crianças se desfizeram no ar
E qualquer notícia crucifica o desespero invulnerário.
Corações da terra palpitam por liberdade
Em três corpos extra-territoriais.
Xô, xuá... mudar! Mudar o mundo mudado!
Assim como os pássaros
Mudam de ninho.
¿Y los niños? O que irão mudar?
Mas é o hoje que se faz o amanhã.
Vamos lá, vamos todos para a praça
Vamos para a feira da manhã
Vê se a xepa ainda é o prato típico do Brazil.”

Gambiarra Profana & Folha Cultural Pataxó